Seleção brasileira começa com sete vitórias no Rip Curl Rottnest Search na Austrália

By WSL Latin America | 16 de maio de 2021 | noticias, principal

A seleção brasileira começou bem na busca por mais vitórias na “perna australiana” do World Surf League Championship Tour 2021. Quatro dos seis títulos disputados nas outras três etapas já foram conquistados e oito dos doze surfistas passaram direto para a terceira fase do Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona. O líder do ranking, Gabriel Medina, fez os recordes do evento com dois aéreos na mesma onda e Yago Dora registrou o segundo maior placar nas boas ondas do domingo em Strickland Bay, na ilha Rottnest, em West Austrália. Também se classificaram os campeões mundiais Adriano de Souza e Italo Ferreira, Filipe Toledo, Deivid Silva, Miguel Pupo e Alex Ribeiro. Já Tatiana Weston-Webb e mais três brasileiros, ficaram em último nas suas baterias e terão que encarar a repescagem.

Gabriel Medina (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

“Eu adoro fazer essa sequência de dois aéreos numa mesma onda”, disse o bicampeão mundial Gabriel Medina. “Eu vi que a bateria anterior (do Italo Ferreira e Adriano de Souza) foi bem fraca de ondas, mas tinha certeza de que ia entrar umas boas na minha, então estou feliz por ter vindo algumas no final. Está bem difícil, mas eu treino bastante para ficar preparado para qualquer coisa, onda boa ou onda ruim. Eu tento ficar bem ativo no mar, pegando várias ondas e estou feliz por conhecer esse lugar. Espero passar mais baterias aqui”.

A praia escolhida para sediar o Rip Curl Search na paradisíaca ilha de Rottnest foi Strickland Bay, um pico com esquerdas mais longas e boas direitas. No domingo, as ondas de 4-6 pés apresentavam ótima formação, mas com longos intervalos entre as séries. Os brasileiros que estão no topo do ranking mundial, infelizmente competiram numa hora de transformação do mar, na mudança da maré, com poucas ondas boas entrando nas baterias. Medina entrou com sua lycra amarela de número 1 da World Surf League na sexta do dia e só conseguiu mostrar o seu surfe na segunda metade dos 30 minutos da bateria.

Gabriel Medina (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

Foi quando achou uma esquerda boa para acelerar e voar num alley-oop de frontside, que valeu 6,83. Logo pega outra para mostrar suas manobras de borda, variando quatro ataques para ganhar 7,67 e já fazer o maior placar do dia até ali, 14,50 pontos. Kael Walsh também acerta um aéreo nas direitas e garante a segunda vaga direta para a terceira fase, superando o também australiano Jack Freestone por 9,00 a 5,96. Medina ainda acha uma esquerda maior no minuto final e manda um alley-oop muito mais alto, emendando outro aéreo rodando para fazer os recordes do dia, nota 9,33 e 17,00 pontos.

TOP 3 DO RANKING – Campeão da etapa passada, que foi encerrada na segunda-feira em Margaret River, Filipe Toledo abriu a apresentação da seleção brasileira na quarta bateria. Ele começou bem numa boa esquerda, iniciando com uma batida vertical de backside, seguindo com uma rasgada, outra mais forte e fecha com um pancadão, largando na frente com nota 6,00. Depois pegou uma direita, acelerou e voou alto, sem completar o aéreo.

Enquanto os australianos erravam suas manobras na bateria de poucas ondas boas, o número 3 do ranking acha uma esquerda no minuto final que possibilita dois ataques no crítico, para somar 6,60 na vitória por 12,60 pontos. Ethan Ewing também passou para a terceira fase em segundo lugar com 6,70 pontos, contra 5,30 de Liam O´Brien, que caiu para a repescagem.

Filipe Toledo (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

“Gastei muita energia semana passada em Margaret River, minha imunidade ficou bem baixa e estava gripado nos dois primeiros dias aqui, então hoje (domingo) foi meu primeiro dia de verdade surfando aqui em Rottnest”, contou Filipe Toledo. “Foi um pouco complicado acertar as pranchas, mas temos que manter o ritmo de competição e aproveitar o bom momento. É isso que eu quero fazer, usar a energia da vitória neste evento. Eu fiquei bem relaxado, procurei me divertir e estou feliz por ter vencido minha primeira bateria”.

CAMPEÕES MUNDIAIS – Na disputa seguinte, entraram dois campeões mundiais do Brasil com um ilustre convidado, o já aposentado Taj Burrow. Só que quase não entraram ondas na bateria e Adriano de Souza acabou vencendo com a nota 6,50 da única que surfou nos 30 minutos. O defensor do título mundial, Italo Ferreira, arriscou os aéreos nas direitas, nas esquerdas, mas não completou nenhum. O máximo que conseguiu foram notas 3,83 e 2,00 com manobras de borda, enquanto o australiano não surfou nenhuma onda.

“Quando vi que a bateria ia ser com o Taj (Burrow) que é um vencedor e o atual campeão mundial, junto comigo que ganhei o título de 2015, sabia que teria muitas expectativas. Mas, infelizmente, o oceano não colaborou dessa vez”, lamentou Adriano de Souza, que está encerrando sua carreira esse ano. “Eu tive sorte, porque o Italo e o Taj só tiveram notas baixas e eu remei na última onda da série que rendeu um 6,50. Foi uma pena que não deu ondas, mas foi demais surfar com o Taj. Ele sempre foi uma inspiração para mim, assim como o Mick (Fanning) e quero me espelhar neles quando parar de competir”.

Adriano de Souza (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

MAIS VITÓRIAS BRASILEIRAS – Depois da apresentação dos campeões mundiais, a seleção brasileira da WSL conquistou mais quatro vitórias na rodada inicial do Rip Curl Rottnest Search. O paulista Alex Ribeiro conseguiu escapar da repescagem pela primeira vez no CT 2021, mas o paranaense Peterson Crisanto não e ficou em último nessa oitava bateria. Na seguinte, o potiguar Jadson André não teve muitas oportunidades para surfar em uma disputa fraca de ondas, contra o português Frederico Morais e o italiano Leonardo Fioravanti, também caindo para a repescagem.

Aí vieram três vitórias brasileiras fechando a primeira fase. O mar já estava bem melhor e o paulista Miguel Pupo ganhou uma das baterias mais disputadas do dia. Ele achou boas esquerdas para mostrar a força do seu frontside e ganhar por 13,70 pontos, contra 13,66 do havaiano Seth Moniz e 12,53 do francês Jeremy Flores. Pupo somou a maior nota, 7,77, mas a vitória foi confirmada na onda surfada no minuto final, que valeu o mesmo 5,93 da última de Seth Moniz, que computou um 7,73.

Miguel Pupo (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

NOVO RECORDE – A bateria seguinte foi a terceira com participação dupla do Brasil e começou com o taitiano Michel Bourez surfando um tubo incrível nas esquerdas de Strickland Bay. Um dos cinco juízes deu nota 10 para ele, com a média ficando em 9,63, superando o 9,33 dos aéreos de Gabriel Medina que era a maior do evento. Mas, o catarinense Yago Dora estava com seu frontside afiado nas esquerdas, atacando forte três ondas muito boas com grandes rasgadas e batidas potentes também abrindo enormes leques de água.

“Estava bem lento de manhã e demos sorte em ter essas condições na bateria. É sempre um choque quando um oponente começa com uma nota quase 10. O Michel (Bourez) achou um tubo incrível e foi uma onda que não tinha hoje, mas ele achou. Depois disso pensei, tudo bem, o segundo lugar também avança e só tentei mostrar meu surfe”, contou Yago Dora. “Aí fui melhorando minhas notas e ficando mais confiante após cada onda. Fazia tempo que eu não surfava ondas boas, limpas, numa bateria e talvez tenha ficado muito empolgado nas primeiras. Mas, depois fiquei mais calmo e surfei do jeito que eu gosto”.

Yago Dora (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

Foram três ondas muito bem surfadas por Yago, que receberam notas 7,33, 7,93 e 8,23, chegando perto do outro recorde de Medina, 17,00 pontos. O catarinense atingiu 16,16 e Michel Bourez ficou com a segunda vaga direta para a terceira fase somando 15,76 pontos. O paulista Caio Ibelli terminou em último com 11,57 e terá uma segunda chance na repescagem. Na bateria que fechou a rodada inicial, Deivid Silva derrotou dois australianos por 12,50 pontos, o experiente Julian Wilson e o novato na elite, Morgan Cibilic.

BRASIL NA REPESCAGEM – Na repescagem, os três brasileiros vão disputar as últimas vagas para a terceira fase do Rip Curl Rottnest Search. Caio Ibelli e Peterson Crisanto competem juntos na terceira bateria e vão tentar emplacar uma dobradinha verde-amarela contra um dos convidados dessa etapa, Stuart Kennedy. Depois, tem Jadson André com mais dois australianos na quarta e última bateria, Morgan Cibilic e Jacob Willcox.

Quem também vai ter que disputar a repescagem é Tatiana Weston-Webb. Na última segunda-feira, a gaúcha deu um show nas grandes ondas de Main Break para derrotar a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore na decisão do título do Boost Mobile Margaret River Pro. Mas, sua primeira defesa da vice-liderança do ranking em Rottnest Island, aconteceu na bateria mais fraca de ondas do domingo em Strickland Bay.

Tatiana Weston-Webb (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

As três competidoras só surfaram duas ondas cada e a japonesa Amuro Tsuzuki começou bem para vencer por 7,80 pontos, contra 6,83 da australiana Keely Andrew e apenas 6,17 da brasileira. Assim como na categoria masculina, as duas primeiras colocadas avançaram para a terceira fase e Tatiana vai disputar a primeira eliminatória feminina do Rip Curl Rottnest Search, com as australianas Nikki Van Dijk e Mia McCarthy. Quem ficar em último novamente, termina em 17.o lugar na etapa que fecha a “perna australiana” do World Surf League Championship Tour.

DESTAQUE FEMININO – Depois dessa bateria fraca de ondas da brasileira, o mar melhorou bastante nas próximas. A tetracampeã mundial e líder disparada do ranking 2021, Carissa Moore, deu mais um show na Austrália. Ela atacou uma onda de forma impressionante, combinando manobras com pressão e velocidade para arrancar nota 9,50 dos juízes. Com ela, totalizou 16,17 pontos, vencendo o confronto como recordista absoluta da competição feminina. A igualmente havaiana Malia Manuel surfou forte uma boa onda também que valeu nota 8,00 para passar em segundo com 14,50 pontos.

Carissa Moore (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

Se nessa deu dobradinha havaiana sobre a australiana Mia McCarthy, a disputa seguinte terminou com outra classificação dupla dos Estados Unidos, com as californianas Courtney Conlogue e Caroline Marks superando a costa-ricense Brisa Hennessy. Courtney conseguiu a segunda maior nota das mulheres, 8,83, para derrotar a vice-campeã mundial e top-5 do ranking 2021, Caroline Marks, por 14,63 a 13,04 pontos.

Ainda teve outra bateria com boas ondas para as três competidoras mostrarem seu surfe. A melhor nesse penúltimo confronto do dia foi outra americana, Sage Erickson, que venceu por 14,60 pontos somando as notas 6,77 e 7,83 das últimas ondas que surfou. Também passou direto para a terceira fase a australiana Sally Fitzgibbons, que totalizou 14,07 pontos com notas 7,10 e 6,97. As duas mandaram a australiana Isabella Nichols para a repescagem.

O Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. Esta quinta etapa do World Surf League Championship Tour 2021 tem prazo até o dia 26 para fechar a “perna australiana” na ilha de Rottnest. A primeira chamada para as repescagens será as 7h15 da segunda-feira na Austrália, 20h15 do domingo no Brasil.

RESULTADOS DA PRIMEIRA FASE DO RIP CURL ROTTNEST SEARCH

CATEGORIA MASCULINA – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Segunda Fase:
1.a: 1-Mikey Wright (AUS)=10.97, 2-Owen Wright (AUS)=10.00, 3-Griffin Colapinto (EUA)=5.60
2.a: 1-Kanoa Igarashi (JPN)=12.77, 2-Jack Robinson (AUS)=11.20, 3-Jacob Willcox (AUS)=10.76
3.a: 1-Jordy Smith (AFR)=13.93, 2-Wade Carmichal (AUS)=9.40, 3-Stuart Kennedy (AUS)=8.13
4.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=12.60, 2-Ethan Ewing (AUS)=6.70, 3-Liam O´Brien (AUS)=5.30
5.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=6.50, 2-Italo Ferreira (BRA)=5.83, 3-Taj Burrow (AUS)=0.70
6.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=17.00, 2-Kael Walsh (AUS)=9.00, 3-Jack Freestone (AUS)=5.96
7.a: 1-Ryan Callinan (AUS)=15.20, 2-Connor O´Leary (AUS)=15.03, 3-Matthew McGillivray (AFR)=10.94
8.a: 1-Alex Ribeiro (BRA)=13.57, 2-Conner Coffin (EUA)=13.43, 3-Peterson Crisanto (BRA)=11.50
9.a: 1-Frederico Morais (PRT)=11.83, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=11.27, 3-Jadson André (BRA)=5.03
10.a: 1-Miguel Pupo (BRA)=13.70, 2-Seth Moniz (EUA)=13.66, 3-Jeremy Flores (FRA)=12.53
11.a: 1-Yago Dora (BRA)=16.16, 2-Michel Bourez (FRA)=15.76, 3-Caio Ibelli (BRA)=11.57
12.a: 1-Deivid Silva (BRA)=12.50, 2-Julian Wilson (AUS)=11.20, 3-Morgan Cibilic (AUS)-6.06

CATEGORIA FEMININA – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=Segunda Fase:
1.a: 1-Macy Callaghan (AUS)=13.00, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=11.70, 3-Bronte Macaulay (AUS)=8.76
2.a: 1-Amuro Tsuzuki (JPN)=7.80, 2-Keely Andrew (AUS)=6.83, 3-Tatiana Weston-Webb (BRA)=6.17
3.a: 1-Carissa Moore (EUA)=16.17, 2-Malia Manuel (EUA)=14.50, 3-Mia McCarthy (AUS)=5.64
4.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=14.63, 2-Caroline Marks (EUA)=13.04, 3-Brisa Hennessy (CRI)=12.93
5.a: 1-Sage Erickson (EUA)=14.60, 2-Sally Fitzgibbons (AUS)=14.07, 3-Isabella Nichols (AUS)=12.84
6.a: 1-Johanne Defay (FRA)=12.10, 2-Tyler Wright (AUS)=11.56, 3-Nikki Van Dijk (AUS)=9.16

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL ROTTNEST SEARCH:

SEGUNDA FASE – 1.o e 2.o=Round 3 / 3.o=33.o lugar com 265 pontos:
1.a: Griffin Colapinto (EUA), Jack Freestone (AUS), Taj Burrow (AUS)
2.a: Jeremy Flores (FRA), Matthew McGillivray (AFR), Liam O´Brien (AUS)
3.a: Caio Ibelli (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Stuart Kennedy (AUS)
4.a: Morgan Cibilic (AUS), Jadson André (BRA), Jacob Willcox (AUS)

SEGUNDA FASE – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=17.o lugar com 1.045 pontos:
1.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Nikki Van Dijk (AUS), Mia McCarthy (AUS)
2.a: Isabella Nichols (AUS), Bronte Macaulay (AUS), Brisa Hennessy (CRI)

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João Carvalho – jcarvalho@worldsurfleague.com

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Felipe Marcondes – fmarcondes@worldsurfleague.com

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