Ryan Kainalo e Charli Hately são os grandes campeões do Banco do Brasil São Sebastião Pro
By WSL LATAM | 3 de outubro de 2026 | noticias, principal
PRAIA DE MARESIAS, São Paulo, Brasil (Sábado, 3 de outubro de 2026) – O Banco do Brasil São Sebastião Pro coroou Charli Hately (AUS) e Ryan Kainalo (BRA) neste sábado, na Praia de Maresias, no litoral paulista. O Finals Day da terceira etapa da Challenger Series (CS) da World Surf League (WSL) em 2026 reuniu os principais nomes da competição a partir das quartas de final, em um dia de grandes atuações e mudanças importantes no ranking, aumentando ainda mais a tensão na corrida pela classificação para o Championship Tour (CT) na próxima temporada.

O dia começou com ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação, vento terral e sol aparecendo no litoral paulista, e as condições foram as melhores de todo o evento. Além da premiação em dinheiro, os campeões levaram para casa o The S, troféu oficial da competição, que representa São Sebastião, Surf e Swell. Em formato de onda, a escultura traz de maneira estilizada a figura de um surfista e o tradicional “Peixinho”, símbolo turístico oficial de São Sebastião, criado pela artista Leslie Amaral.

Com um backside arrasador, Charli Hately leva o The S para a Austrália
Charli Hately conquistou o título do Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias, com uma atuação precisa na final contra Francisca Veselko (POR). A australiana mostrou grande leitura do mar e paciência para esperar as melhores oportunidades antes de atacar as direitas com um backside potente. Com duas ondas de 7,83 e 6,50, Charli chegou aos 14,33 pontos e deixou Francisca precisando de 8,66 com sete minutos para o fim do confronto.
A australiana manteve o controle até o final e, ao sair da água, foi recebida pelo abraço da mãe na beira da praia. Emocionada, Charli falou sobre a conquista. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirmou.
Com a vitória, Charli também deu um salto importante no ranking da Challenger Series. A australiana passou a ocupar a 10ª colocação, com 11.940 pontos, após somar os 10.000 pontos do título em Maresias. Francisca Veselko terminou em segundo lugar e, com 7.800 pontos pelo resultado, agora é vice-líder do CS, atrás apenas de Sierra Kerr (AUS).

Novo líder da Challenger Series, Ryan Kainalo voa para conquistar o título
Ryan Kainalo viveu um Finals Day perfeito em Maresias. Depois de superar o atual atleta do CT Oscar Berry (AUS) na semifinal, o brasileiro voltou à água para enfrentar Alister Reginato (AUS) na decisão e conquistou o título do Banco do Brasil São Sebastião Pro com uma atuação marcada por aéreos de alto nível e um surfe forte de borda. Com o resultado, Ryan soma 10.000 pontos e assume a liderança da Challenger Series, dando um passo importante na corrida por uma vaga no CT em 2027.

Na grande decisão, Reginato, que garantiu vaga na final após colocar Alonso Correa (PER) em combinação na semi, foi o primeiro a entrar em ação, mas Ryan logo encontrou uma excelente onda logo e mandou um aéreo muito alto, com bastante velocidade e quase completando um full rotation, para receber 6,83. O brasileiro combinou os aéreos com um surfe forte de linha e, em outra onda, conectou três manobras muito definidas na parte crítica, chegando a 14,50 pontos no somatório, com 7,67 e 6,83. A quatro minutos do fim, Alister precisava de 9,17 para virar a bateria, mas Ryan manteve o controle até o final e confirmou o título. Assim que saiu da água, foi direto para o abraço do pai.
“Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade.”, celebra o campeão.

O título foi construído após uma semifinal dominante contra Oscar Berry. Ryan começou a bateria impondo seu ritmo e conseguiu 5,50 em uma onda da série, deixando o australiano precisando de 8,00 pontos com 15 minutos para o término. Na sequência, encontrou outra excelente direita e arrancou 8,50 com um aéreo full rotation perfeito, a maior nota do masculino no dia, sem colocar a mão na borda. A onda colocou Oscar em combinação, e Ryan ainda completou outro aéreo full rotation antes de ser ovacionado pelo público na areia.
A vitória sobre Berry garantiu a primeira final de Ryan na Challenger Series e também o colocou na liderança do ranking. “É o melhor resultado da minha vida. Estou na final!”, comemorou o brasileiro após a semifinal.

Para Oscar, o resultado em Maresias representou um avanço de 37 posições no ranking ao longo do evento e seu melhor resultado na temporada. Seu último Finals Day havia sido em Saquarema, no ano passado, enquanto no CT ele havia avançado apenas uma bateria no US Open nesta temporada.
Com o título em Maresias, Ryan fecha o evento como o novo número 1 do Challenger Series e fortalece sua campanha em busca da classificação para o CT. A conquista também marca um resultado importante para a nova geração do surfe brasileiro, com o atleta de 20 anos agora no centro da disputa pelas vagas para a elite em 2027.

O caminho de Charli até o topo do pódio
Aos 17 anos, Charli Hately também chegou à sua primeira decisão no Challenger Series depois de uma semifinal em que precisou ter paciência para virar o jogo. A australiana passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior (ISR), mas manteve a calma e encontrou as ondas certas na reta final. Com notas 7,33 e 6,50, somou 13,83 pontos contra 10,97 da israelense e garantiu a vaga na final. O resultado marcou o primeiro grande destaque da carreira de Charli, que vinha tendo dificuldades para avançar nas baterias nesta temporada.
“Honestamente, foi muito mental. Eu ficava pensando: ‘acredite, você consegue. As ondas estão vindo’. Foi muito mental, especialmente porque estou no Finals Day. Estou muito feliz por estar na final. É insano. É fruto de muito trabalho, de estar aqui cedo nas sessões livres e fazer tudo o que preciso durante as baterias. Não poderia estar mais grata por estar nesta final”, afirmou Charli.

Francisca Veselko é dona da maior nota do feminino
Do outro lado da chave, Francisca Veselko também precisou superar uma adversária experiente para chegar à final. A portuguesa, estreante no CT em 2026 que estava hospedada na casa da família Medina, eliminou a compatriota Teresa Bonvalot (POR) nas quartas de final e ali já assumia a segunda colocação do ranking da Challenger Series.
Já na semifinal, enfrentou a experiente Sally Fitzgibbons (AUS) e garantiu a vaga na grande decisão com uma excelente atuação. Kika, como Francisca é carinhosamente conhecida, abriu vantagem com um 8,83 pontos, fruto de uma sequência de fortes manobras de frontside, e somou 13,50 pontos no geral contra 7,10 de Sally. A onda da campeã mundial júnior de 2022 foi a maior do feminino em toda a competição.
A vice-campeã do São Sebastião Pro chegou à etapa depois de uma irregular primeira temporada no CT e voltou ao Challenger Series em busca da reclassificação. Com apenas seis vagas em disputa no ranking feminino, a briga pela classificação é especialmente acirrada.

Confira as estatísticas do evento
O Banco do Brasil São Sebastião Pro foi palco de performances arrasadoras, high scores e quebra diária de recordes. No feminino, foram surfadas 635 ondas em 31 baterias disputadas, com Francisca sendo a única surfista a conseguir uma nota de critério excelente com 8,83 pontos. Depois dela, Charli Hateli conquistou a segunda melhor onda da competição, um 7.83 na final, empatando a pontuação de Sanoa Dempfle-Olin (CAN) no Round dos 32.
Na soma das duas melhores, Charli também foi dominante, com 14,33 e 13,83, respectivamente na final e na semifinal. Ela só foi batida nos números por Kana Nakashio (JAP), que teve a maior média da competição na Rodada dos 32, um 14,40 pontos.
Já entre os homens, das 1092 ondas surfadas em 47 baterias, Jackson Bunch (HAV) manteve a liderança com 8,83 pontos no Round dos 64, seguido pelo 8,5 de Ryan Kainalo na semi e 8,33 de Joel Vaughan (AUS) na Rodada dos 32. Ao total, foram computadas 5 ondas excelentes e 76 muito boas em todo o evento.
Os mesmos três surfistas lideraram em médias, com Joel anotando 15,26, seguido por Jackson com 15 pontos e 14,5 de Ryan na final.
BANCO DO BRASIL SÃO SEBASTIÃO PRO – RESULTADOS E PRÓXIMOS CONFRONTOS
QUARTAS DE FINAL FEMININO
HEAT 1: Anat Lelior (ISR) 10.50 DEF. Kiara Goold (PYF) 8.17
HEAT 2: Charli Hately (AUS) 11.24 DEF. Eweleiula Wong (HAW) 8.17
HEAT 3: Francisca Veselko (POR) 13.16 DEF. Teresa Bonvalot (POR) 9.70
HEAT 4: Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 DEF. Kana Nakashio (JPN) 8.43
SEMIFINAIS FEMININO
HEAT 1: Charli Hately (AUS) 13.83 DEF. Anat Lelior (ISR) 10.97
HEAT 2: Francisca Veselko (POR) 13.50 DEF. Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10
FINAL FEMININO
HEAT 1: Charli Hately (AUS) 14.33 DEF. Francisca Veselko (POR) 10.67
QUARTAS DE FINAL MASCULINO
HEAT 1: Oscar Berry (AUS) 13.50 DEF. Charly Quivront (FRA) 9.67
HEAT 2: Ryan Kainalo (BRA) 12.67 DEF. Lucca Mesinas (PER) 11.00
HEAT 3: Alonso Correa (PER) 11.73 DEF. Kei Kobayashi (JPN) 4.93
HEAT 4: Alister Reginato (AUS) 12.84 DEF. Ian Gentil (HAW) 11.50
SEMIFINAIS MASCULINO
HEAT 1: Ryan Kainalo (BRA) 14.20 DEF. Oscar Berry (AUS) 3.73
HEAT 2: Alister Reginato (AUS) 14.33 DEF. Alonso Correa (PER) 9.57
FINAL MASCULINO
HEAT 1: Ryan Kainalo (BRA) 14.50 DEF. Alister Reginato (AUS) 5.83
Assista AO VIVO
O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece entre os dias 26 de setembro e 03 de outubro de 2026. O evento será transmitido AO VIVO em WorldSurfLeague.com e no aplicativo gratuito da WSL. Confira também outras formas de assistir por meio dos parceiros de transmissão da WSL no Brasil, SporTV e Globoplay.
O Banco do Brasil São Sebastião Pro é uma realização que conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY. O evento também conta com as parcerias de mídia do Grupo Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.
SOBRE A WORLD SURF LEAGUE
A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.
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