WSL reforça protagonismo ambiental global e transforma etapas no Brasil em referência de sustentabilidade no surfe
By WSL LATAM | 22 de abril de 2026 | noticias, principal
No embalo do Dia da Terra, liga mundial amplia ações com impacto real, da retirada de resíduos na Baía de Guanabara à economia circular nas praias brasileiras
SÃO PAULO, São Paulo, Brasil (22 de abril de 2026) – No Dia da Terra, celebrado em 22 de abril, a WSL consolida seu papel como uma das principais organizações esportivas engajadas em práticas sustentáveis no mundo. Por meio da plataforma WSL One Ocean, a entidade tem estruturado uma estratégia que vai além dos eventos esportivos, promovendo impacto ambiental positivo em todas as etapas do circuito global, com destaque especial para o Brasil.
A iniciativa WSL One Ocean é o eixo central dessa transformação. Ela estabelece diretrizes rigorosas para reduzir emissões de carbono, eliminar o uso de plásticos descartáveis, preservar ecossistemas costeiros e educar comunidades locais. Mais do que compensar impactos, a proposta é gerar legado duradouro nas regiões que recebem as competições.
Imagem: Michelle des Bouillons participa de ação de limpeza da Baía de Guanabara – WSL / Giulia Panzetti
A recente parceria entre a WSL e a Mubadala Brazil SailGP Team exemplifica esse compromisso. Juntas, as organizações retiraram mais de oito toneladas de resíduos da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, reforçando a atuação prática em um dos ecossistemas mais emblemáticos do país.
É justamente na elite do surfe mundial que esse modelo atinge seu ápice. A etapa do Championship Tour em Saquarema, o VIVO Rio Pro apresentado por Corona Cero, se transformou em um dos principais cases de sustentabilidade no esporte internacional.
Na edição de 2025, o evento ampliou seu legado ambiental com iniciativas concretas e mensuráveis. Um dos destaques foi o reaproveitamento das lonas utilizadas na estrutura do campeonato, que foram transformadas em 340 mourões (total previsto) destinados à proteção de 1 quilômetro de restinga na Praia de Itaúna, um ecossistema essencial para a preservação costeira.
Imagem: WSL One Ocean – WSL / Thiago Diz
A ação faz parte de um programa de upcycling iniciado em 2019, que já resultou na produção de mochilas, lixeiras, bancos de praça e até abrigos de pontos de ônibus a partir de resíduos dos eventos.
Além disso, o VIVO Rio Pro 2025 registrou números expressivos em gestão de resíduos: foram coletadas cerca de três toneladas de lixo durante o evento, com 99% de reaproveitamento. A iniciativa evitou a emissão de aproximadamente 3 mil kg de CO₂ e gerou economia de mais de 12 mil kWh de energia.
Os materiais reciclados incluem vidro, lonas, copos de papel e presilhas plásticas, estas últimas posteriormente transformadas em quilhas de prancha, conectando a sustentabilidade diretamente à prática esportiva.
O impacto vai além do meio ambiente. O VIVO Rio Pro também gera transformação econômica e social relevante: a edição de 2025 movimentou cerca de R$ 179 milhões e gerou mais de 6 mil empregos em Saquarema, mostrando que desenvolvimento sustentável e crescimento econômico podem caminhar juntos.
Esse modelo reforça a lógica de legado contínuo adotada pela WSL no país, que também se manifesta nas etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe, que integra o Qualifying Series (QS). Entre as ações implementadas estão o uso zero de plástico descartável, parcerias com cooperativas locais para gestão de resíduos e um robusto programa de economia circular. Materiais utilizados nos eventos ganham nova vida: lonas são transformadas em lixeiras ecológicas, bancos de praça, necessaires, abrigos de pontos de ônibus e estruturas de proteção para a vegetação nativa, como já ocorreu na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ).
Além disso, itens como abraçadeiras de nylon são reaproveitados e convertidos em quilhas de prancha e raspadores de parafina, conectando a sustentabilidade diretamente à prática do surfe. Mutirões de limpeza de praia e programas educativos em escolas públicas ampliam o impacto social e ambiental, alcançando cidades como Salvador, Garopaba (SC), São Sebastião (SP), Marechal Deodoro (AL), Torres (RS), Natal, Guarapari (ES), Imbituba (SC) e a própria Saquarema.
Para Ivan Martinho, o surfe tem um papel estratégico nessa agenda global. “Nosso objetivo é que cada etapa deixe um impacto positivo real. O projeto de upcycling é fruto de um compromisso contínuo com o meio ambiente, sempre buscando soluções que tenham utilidade prática para as comunidades locais e contribuam para a preservação dos ecossistemas”, afirma.
Ao transformar competições em plataformas de impacto ambiental, a WSL não apenas acompanha uma tendência global, ela ajuda a liderá-la. Em um momento em que o planeta exige ações concretas, o surfe reafirma sua essência: um esporte que nasce do oceano e que, cada vez mais, trabalha ativamente para protegê-lo.